Ô Vaidoso
- Antonio Coelho Ribeiro

- 15 de mar.
- 2 min de leitura

Para não dizer que não sou mais nada...
Sou resquício do que sobrou do passado...
E tudo mais que eu queira mudar ou fazer...
Se redundará num sonho jamais realizado...
Dizem que a gente precisa, e deve sonhar...
E com coragem... a ilusão faz a gente viver...
Ao mesmo tempo, fico pensando como seria...
Embriagar de esperança, e nada acontecer...
Dizem que esperança é a última que morre...
Por favor: se a minha está viva a quero ver...
Vivo e gosto da vida: pra mim, o dom maior...
Mesmo na saudade, meu passado dá prazer...
Sempre ouço dizer que passado é passado...
Mas, o meu foi um passado muito glorioso...
No quesito vida a dois, fui um homem feliz...
De tão feliz: eu mesmo me acho... ô vaidoso...
Pergunto: como não me achar desse jeito...
Numa coisa difícil de ser bem contemplado...
Eu aqui nessa terra, em meio a tanta gente...
E alguém incomparável ter me encontrado...
Já falei das mãos de Deus, e tenho certeza...
Só Ele pra uma escolha assim tão acertada...
Preciso é agradecê-Lo pelo cuidado comigo...
Tornar-me o homem de uma vida agraciada...
Falam que a mulher é a metade do homem...
Aquela maravilha, era meu corpo por inteiro...
Hoje, eu ando quase que apenas por andar...
Apesar de ter conhecido o amor verdadeiro...
Hoje, falar de felicidade: parece aleatório...
Quão difícil descrever tamanha identificação...
Será que nascemos de fato, um para o outro...
Nascer e crescer distantes: Deus! Que paixão...
Só Deus explica tudo... sem dever, explicação...
Depois de tantas falas, escritas, e inquirição...
Nunca devo encerrar sem pedir a Ele, perdão...
Nem esquecer a palavra crucial: GRATIDÃO...
Enquanto isso: encontro a vida na recordação...
Coelho em 09/03 de 2026 às 13:21hs
Conheça a poesia cantada no vídeo abaixo:



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